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  • Rafaelle Becker

5 tendências de RH para 2023

Atualizado: 8 de dez. de 2022

O mundo do trabalho tem mudado constantemente e, com esses movimentos, o RH também precisa se reinventar. Aqui, falamos das cinco tendências de RH para 2023 apontadas no relatório anual da Gartner.

Todos os anos, a Gartner, consultoria empresarial norte-americana, divulga seu relatório de tendências de RH para o ano seguinte. Em 2022, a consultoria entrevistou 800 líderes de RH dos principais setores, sendo 41% deles CHRO, em 60 países, para entender quais as prioridades da área de recursos humanos no próximo ano. Neste artigo, trazemos os principais insights do estudo realizado pela Gartner.


Segundo o relatório, para 60% dos profissionais de RH, a prioridade em 2023 é a eficácia dos líderes e gerentes. Porém, há também outras quatro iniciativas estratégicas no radar dos líderes: design organizacional e gestão de mudanças (53%), experiência do funcionário (47%), recrutamento (46%) e futuro do trabalho (42%). Vamos por que cada um deles é importante para o RH em 2023?



5 tendências de RH para 2023


1. Eficácia de líderes e gerentes


Esse é o desafio mais comum entre os líderes de RH, segundo o estudo realizado pela Gartner. Com as mudanças no mundo e dinâmicas de trabalho, as lideranças precisam também se desenvolver e se adaptar. Porém, na pesquisa, 24% dos entrevistados falaram que a abordagem atual de desenvolvimento dos líderes não os prepara para o futuro do trabalho - assunto que também é prioridade para os líderes entrevistados em 2023.


Se antes o líder tinha uma abordagem mais impessoal e seu principal objetivo era atender às necessidades do negócio, hoje, a tendência é que a relação com os liderados se torne mais estreita e pessoal, possuindo a responsabilidade de possibilitar um espaço seguro para que os colaboradores possam se expressar no ambiente de trabalho. Nesse mesmo sentido, o papel do líder, que antes era ser eficiente e gerenciar os fluxos de trabalho de forma mais geral, a tendência agora é que o líder tenha a responsabilidade de gerenciar esses fluxos de trabalho de forma mais personalizada e flexível


Ou seja, nessa nova abordagem as necessidades de vida dos colaboradores também são levadas em conta. Esse novo formato de liderança é centrado no ser humano e tem uma tríade base de características, que são:

  • Autenticidade

Segundo a Gartner, essa característica faz do líder uma pessoa que age com propósito e permite sua verdadeira expressão, para si e para as equipes.

  • Empatia

Com empatia, os líderes mostram cuidado genuíno, respeito e preocupação com o bem-estar dos funcionários.

  • Adaptabilidade

Já a adaptabilidade tem relação com o principal ponto dessa mudança de abordagem: a necessidade de adaptação rápida. Parece repetitivo, mas um líder que sabe se adaptar consegue tornar a flexibilidade uma realidade para a equipe, além de conseguir dar suporte personalizado às pessoas da equipe e suas necessidades - em um mundo tão diverso, é realmente necessário, não é?!



Segundo a pesquisa, esses aspectos foram listados há algum tempo como as principais qualidades dos grandes líderes, e eram considerados bons de se ter. Hoje, são exigências feitas pelos colaboradores.



2. Design organizacional e gestão de mudanças


Essa é uma prioridade para 53% dos líderes de RH entrevistados na pesquisa realizada pela Gartner. Ainda na pesquisa, 45% dos líderes de RH dizem que seus colaboradores estão cansados de todas as mudanças (do próprio mundo do trabalho, somadas às incertezas político-econômicas) o que exige uma ação mais efetiva dos líderes para evitar a fadiga e um consequente burnout.

Outro fato que faz dessa uma prioridade importante é a percepção dos colaboradores. Segundo a Gartner, apenas 43% dos funcionários que experimentam fadiga acima da média relacionada às mudanças pretendem permanecer na organização, em comparação com 74% dos colaboradores com baixos níveis de fadiga.


A nova abordagem, apontada pela Gartner, envolve adotar uma estratégia de mudança aberta, ou seja, na qual os colaboradores têm participação no processo, em vez de apenas ouvirem o que será feito. De acordo com a Gartner, essa mudança é positiva para as organizações, uma vez que empresas que usam estratégias de mudança de código aberto têm 14 vezes mais chances de obter sucesso nas mudanças. Além disso, o risco da mudança nos colaboradores cai em 29 pontos percentuais e a intenção dos funcionários de permanecer aumenta em até 19 pontos percentuais.


3. Experiência do funcionário


Como vimos acima, essa é uma prioridade para 47% dos líderes de RH. Além disso, 44% dos líderes entrevistados acreditam que não existe um plano de carreira estruturado em suas organizações.


O grande problema enfrentado pelas empresas nesse sentido é que um plano de carreira é essencial para a retenção de talentos - fato que vai ao encontro do que vimos na prioridade dois, já que uma carreira atraente, na maioria das vezes, traz consigo um pouco mais de estabilidade financeira, importante para enfrentar crises e incertezas econômicas e políticas.


Outra pesquisa, realizada pela Gartner com colaboradores, analisa os dados sobre as preferências de carreira dos colaboradores. Segundo esses dados, apenas um colaborador em cada quatro está confiante sobre sua carreira na organização em que trabalha, e três em cada quatro pessoas que procuram uma nova função estão interessadas em cargos externos.


Segundo a pesquisa da Gartner, são 3 os principais motivos pelos quais os colaboradores deixam as organizações: busca por melhor remuneração, melhores oportunidades de desenvolvimento profissional e melhores planos de carreira.


Hoje, ainda de acordo com o estudo da Gartner, a nova abordagem da experiência do colaborador envolve:

  • Possuir oportunidades de carreira para experimentar opções diferentes e ter um entendimento maior do que se espera como colaborador.

  • Compartilhar exemplos de colegas para mostrar as várias possibilidades de rotas para progredir na carreira.

  • Oferecer canais de reflexão para criar carreiras mais personalizadas.


4. Recrutamento


As práticas de recrutamento serão prioridade em 2023 para quase a maioria dos líderes de RH (47%) - analisando os pontos apontados na pesquisa da Gartner, fica fácil entender o porquê. Mas um problema comum entre os entrevistados (36% afirmaram tê-lo) é que a estratégia de sourcing é ainda insuficiente para encontrarem os talentos que as vagas demandam. Outro problema enfrentado pelos profissionais de RH é a dificuldade de atrair talentos, além de a retenção ter se tornado mais desafiante nos novos modelos de trabalho (remoto e híbrido).


As novas abordagens de recrutamento, previstas pela Gartner na pesquisa abrangem:

  • Ter ferramentas com inteligência para encontrar talentos acessíveis e disponíveis;

  • Olhar internamente para a organização na busca de talentos para vagas;

  • Ter um onboarding focado em engajar os novos colaboradores com a missão da organização.


5. Futuro do trabalho

O futuro do trabalho ocupa o quinto lugar no ranking de prioridades: 42% dos líderes de RH entrevistados disseram que em 2023 essa será uma prioridade, mas 51% disseram que o planejamento de recursos humanos (no sentido de força de trabalho) se resume ao planejamento de headcount. Ou seja, a forma de planejar está distante do cenário atual do mundo do trabalho, que envolve:


  • Habilidades de mudança

  • Escassez de talentos

  • Turnover alto

  • Mudança na dinâmica empresa-colaborador


O que a Gartner traz na pesquisa é que em vez de tentar prever as skills do futuro, controlar a falta de talentos e de ditar onde e como os colaboradores devem trabalhar, se faz necessária uma nova abordagem que desbloqueie novas estratégias para o dia a dia e futuro do trabalho.

Como

essas prioridades foram definidas?

Segundo o relatório da Gartner, são três os principais pontos que trouxeram essas prioridades aos líderes de RH para o próximo ano: as incertezas vividas pelas organizações, a necessidade de pesar trade-offs (escolher uma opção em detrimento da outra) e as expectativas dos colaboradores afetam a atração e retenção de talentos.



1. Incertezas vividas pelas organizações


Quanto às incertezas vividas pelas organizações, segundo a Gartner, 90% dos CEOs esperam que a inflação suba nos próximos 12 meses. Além disso, como vimos acima, as organizações têm se visto em uma competição acirrada por talentos, que são cada vez mais escassos e caros também. Sobre isso, o relatório da Gartner mostrou que 50% dos líderes de RH esperam um aumento na competição por talentos nos próximos seis meses. O terceiro ponto de incertezas das empresas tem relação com as restrições de oferta global: 48% dos CFOs entrevistados acreditam que a volatilidade e a escassez da cadeia de suprimentos durarão além de 2022.


2. Necessidade de sopesar diferentes "trade-offs"


Segundo o relatório da Gartner, os líderes de RH precisam gerenciar os investimentos em pessoas e tecnologia, cultivando uma cultura positiva e uma experiência do funcionário, e transformar o RH para ser mais automatizado e digital ao mesmo tempo. Em relação aos "trade-offs", cabe a esses líderes definir se a prioridade ficará sobre o investimento em talentos, ou se será sobre economias de gastos. Além disso, também é necessário avaliar as necessidades do negócio e as necessidades dos colaboradores.


3. Expectativas dos colaboradores afetam a atração e retenção de talentos


Esses dados foram retirados de outras pesquisas realizadas anteriormente pela Gartner, dessa vez com colaboradores, nas quais eles disseram que:

  • As políticas de trabalho flexíveis, para 52% dos funcionários, afetarão a decisão de permanecer ou não nas organizações em que trabalham.

  • 53% dos funcionários entrevistados desejam que as organizações em que trabalham tomem medidas sobre questões com as quais se importam.

  • 70% das empresas introduziram novos benefícios de bem-estar ou aumentaram a quantidade de benefícios de bem-estar existentes.

  • 82% dos funcionários dizem que é importante que as empresas os vejam como pessoas, não apenas como números.




Este blogpost foi feito a partir do relatório anual de tendências de RH desenvolvido pela Gartner. Veja aqui o conteúdo na íntegra.


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