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3 verdades que ninguém te conta sobre a implementação de um projeto de inovação e tecnologia

Nas últimas semanas, um assunto que já estava em uma crescente de popularidade, tornou-se ainda mais viral: a transformação digital. Conhecida por ter revolucionado a realidade de alguns mercados como o varejo, alimentação, hospedagem e mobilidade urbana, teve uma aceleração em sua difusão para outras áreas devido ao aumento da quantidade de pessoas trabalhando em home office e da necessidade virtualização de atividades que costumavam ser realizadas apenas presencialmente.

Não é surpresa nenhuma dizer que, setores mais analógicos foram os que tiveram mais dificuldade em se adaptar, por terem pouco ou nenhum contato com tecnologia. Por ter sido forçada às pressas, a mudança foi complexa e não muito agradável de se fazer. Mas, com certeza, trará muitos benefícios no futuro. 

Se você está neste momento de transição, se preparando para implementar um projeto de inovação tecnológica na sua área, vamos te contar as 3 verdades que ninguém te conta sobre esse processo:

1.Toda ruptura gera resistência!

Ao entender a complexidade da inserção de uma nova tecnologia no cotidiano da empresa, o tempo e esforço aplicados podem parecer onerosos demais à primeira vista mesmo que, quando este estiver finalizado, otimize tarefas e ´devolva’ o tempo investido. Essa lógica não vai ser aceita imediatamente por todos, portanto, se prepare para lidar com a resistência e se apoie no maior número possível de dados e provas do benefício real do projeto, para justificar a implementação.

Nossa dica de ouro, para concluir uma implementação tecnológica sem desgastes, é compreender a realidade do setor e da empresa, para  então definir qual é o momento mais adequado para iniciar essa virada de chave. No início deste post citamos a realidade de várias empresas que precisaram adotar ferramentas e processos digitais em questões de semanas, e sofreram com isso, mas que poderiam ter vivenciado uma transição mais suave com o tempo e planejamento certos. O ideal é que o projeto consiga ser implementado sem causar nenhum impacto negativo nas tarefas cotidianas. 

2.Sem alinhamento, sem projeto:

Implementar uma inovação tecnológica envolve a colaboração interna, de áreas distintas da empresa, e muitas vezes também conta com apoio de parceiros externos, como fornecedores de tecnologia ou suporte em execução. Para que haja sucesso nessa empreitada todas as partes envolvidas precisam estar na mesma página em relação à importância do projeto. Essa conscientização deve começar pela liderança, e ser disseminada para todas as equipes engajadas. Sem o comprometimento de todos, esse processo ficará mais trabalhoso do que precisa ser. 

Em projetos interdisciplinares o alinhamento vai garantir a priorização correta de tarefas e auxiliar no cumprimento do cronograma. Para manter a fluidez da execução é recomendável definir rituais de acompanhamento, que podem acontecer em formato de reunião, análise de ferramentas de organização de projeto (Trello, Asana, Pipefy) ou até mesmo e-mails de follow-up.

3.O cronograma deve ser conservador:

Desde o início, é de extrema importância que todas as pessoas envolvidas estejam muito bem alinhadas quanto aos responsáveis por cada etapa de execução e comprometidas com prazos de entrega. Não se engane, o comprometimento com prazos, não significa entregar no menor tempo possível, mas sim analisar e estimar um prazo honesto e seguro para conclusão de cada tarefa, levando em consideração etapas de testes, validações de sistema, análises de legislação, a curva de aprendizado dos envolvidos, entre outros fatores. Ao trabalhar com tecnologia é sempre importante prever um tempo como margem de manobra, para possíveis adaptações que podem ser descobertas no meio do caminho, seja por atualização em algum sistema ou a necessidade de uma integração entre sistemas. Um plano conservador vai evitar frustrações ao longo do projeto.



 

A tecnologia já faz parte das nossas vidas, e não vai sair de cena. Muito pelo contrário, a tendência é que fique cada vez mais intrínseca em qualquer atividade do nosso cotidiano. Ela tem o poder de transformar setores e aumentar o potencial de dinâmicas de trabalho, otimizando, automatizando e simplificando tarefas. Em momentos de transição, a resiliência é indispensável. E as possibilidades, infinitas.